Neverland m.clara1@hotmail.com não também não

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Faça da Biblioteca o seu Templo Universitário


  Eu cometi o deslize de só conhecer o meu templo no segundo período. Isto se deu por um processo natural de adaptação aos ritmos da Universidade que são bastante distintos da escola que conhecemos por toda a vida. Mas nunca é tarde para conhecer esse espaço que vai mudar como você enxerga a graduação. Em um dia em que nada tinha pra fazer, dei por mim entrando naquele lugar que nem é assim tão bonito, mas cheio de conteúdo incrível. A partir disso, venho trazer um pouco dessa experiência e estimulá-los através da importância que a Biblioteca tem para o universitário.

1. Faça o Cadastro

  Mesmo que não vá pegar nenhum livro emprestado naquele dia, procure saber como se faz o cadastro. Até porque pode demorar alguns dias até que sua carteirinha esteja pronta, e assim que você precisar ela já vai estar em mãos.

2. Conheça a Biblioteca

  Fique a deriva nela, compreenda mais ou menos como funciona a sua organização, mesmo nas partes em que os livros não são da sua área. Você também pode utilizar o sistema online para pesquisar as referências e saber quais livros estão disponíveis.
  Além disso, procure conhecer os funcionários. Não é questão de conversa fiada, é um processo que vai se construindo além dos "bom dias" e "boa tardes", são as simpatias desenvolvidas conforme você visita o local. Essas relações vão te permitir boas indicações literárias e informações.


3. Arrisque-se

  Depois de conhecido o espaço e as pessoas, é a hora de se encontrar. Descubra seu lugar favorito, com uma boa vista para alternar com o livro de sua escolha ou seus objetos de estudo. E vá além das suas disciplinas e procure diversas áreas de interesse que possam te acrescentar como pessoa e estudante. Isso pode enriquecer seus textos e, até mesmo, seus diálogos.


  A partir dessas dicas, espero que tenha compreendido que a biblioteca é o templo do universitário porque o permite descobrir através dos livros e do seu estudo individual que não há fronteiras para o seu conhecimento se houver sede para tal. É o religare íntimo do eu como o saber.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Resenha do Filme "Love, Simon"

Imagem de love simon, nick robinson, and katherine langford



  "Love, Simon" fala sobre um garoto que se descobre gay, mas que ainda não se assumiu, embota comece a se sentir inspirado para tal depois que começa a trocar e-mails com um garoto anônimo nas mesmas condições que ele. É um filme que se não me falassem da produção, eu provavelmente deduziria  ser da Netflix frente a temática jovem e LGBT, e, de fato, enquanto assistia no cinema senti-me como se estivesse no sofá da minha casa frente à fluidez e envolvimento com o mesmo.

  O enredo e gênero é ideal para quem gosta dos filmes adolescentes dos anos noventa, e a trilha sonora - que conta com The 1975, Troye e Panic! At The Disco - foi meu principal motivo para ir ver o longa. As atuações são boas, mas não há nada para se destacar uma vez que a trama não pede por isso. No entanto, gostaria só de trazer à tona a preguiça que se assumiu em relação à identidade visual da personagem de Katherine Langford, que não se diferenciou em quase nada de Hannah Baker, dando a impressão que estava assistindo 13 Reasons Why em diversos momentos.

  No que refere ao plot twist, temos alguns. É interessante a quebra de expectativa em relação ao garoto com quem Simon troca os e-mails, pois conforme o final se aproxima, esperamos algo clichê, no entanto, nada é como esperamos.

  Um filme fluido que garante o entretenimento e ideal para ver com um pequeno grupo de amigos, "Love, Simon" é a recomendação da vez. Aliás, se você pretender ver esse filme no cinema e mora em subúrbio, é bom se adiantar porque é sabido que não é o tipo de filme blockbuster que pequenos cinemas locais deixam em exibição por muito tempo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Aprendendo a se Apreciar - Remente

Imagem de train, travel, and photography



  Recentemente descobri um aplicativo chamado Remente cuja proposta é te ajudar no seu desenvolvimento Pessoal. Nele, você pode monitorar seu humor, o seu desempenho em cada área da sua vida, ler artigos e ainda fazer desafios para cumprir determinadas metas. Atualmente, faço um com o objetivo de me apreciar mais e algumas das proposições diárias são muito simples e muito produtivas.
  Minha proposta nesse post é estimular que vocês também parem um pouco para pensar sobre vocês, para se apreciarem. Avaliando as coisas que você aprecia em você mesmo, você aprende a ser mais otimista consigo. Vendo o que aprecia nos outros, você pode se surpreender ao descobrir que tem a mesma característica ou mesmo se esforçar para também ser assim. E percebendo o que se faz bem, vê-se que às vezes coisas muito simples te tornam uma pessoa incrível sob a sua própria visão.

Três coisas que Aprecio em Mim

  1. Minha necessidade de mostrar para as pessoas o quanto eu as amo
  2. Meus ânimos repentinos para fazer as coisas
  3. Como eu me dedico a alguma coisa quando estou entusiasmada


Três Coisas que Aprecio nas Outras Pessoas

  1. A atenção plena que elas podem oferecer
  2. Quando partilham a arte que fizeram
  3. A capacidade de apreciar os outros quando possível


Três Coisas que Fiz Bem Hoje

  1. Poesia pro meu amor
  2. Arroz (por incrível que pareça kk)
  3. Conversei com a minha mãe sem arrumar intriga



  O aplicativo, infelizmente, só está disponível em inglês, mas pretendo em breve trazer mais propostas como essa para que busquemos diariamente o nosso melhor. E vocês? Quais são as três coisas que aprecia em si, nas outras pessoas e as coisas que fez bem?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Resenha do livro O Rei do Inverno de Cornwell



Resultado de imagem para o rei do inverno
  O primeiro livro das Crônicas do Rei Artur de Bernard Cornwell introduz sob uma nova  visão personagens muito conhecidos para os amantes das histórias do rei. Isso pode ser bastante interessante se deixarmos de lado nossos pré-conceitos - e isso também serve pra mim. Deparamo-nos com uma Igraine não tão rígida, uma Nimue mais palpável, um Artur mais humano e uma Guinevere ainda mais manipuladora, o que são adicionais incríveis que de certa forma compensaram um Merlin despreocupado e frio e uma Morgana exausta.

  Temos ainda como narrador Derfel Cadarn, que teríamos no máximo como um monge ou cavaleiro, mas que nesse caso se trata de bem mais que isso. No início, perguntei-me porque dar a narração para um personagem tão simples quanto ele, mas conforme a história avança, fui me apegando ao seu crescimento. Entendi, por fim, que ele funciona perfeitamente como uma ponte que une um leitor deslocado às complexas guerras e conflitos da nobreza de uma forma até mesmo emocional.



Dragons, Orcs, And Geeks
  A partir disso temos o enredo principal de O Rei do Inverno: Derfel se torna um guerreiro de Artur para proteger a Dumomnia em nome do pequeno rei Mordred. A primeira parte do livro é um pouco confusa até para quem já está acostumado com os trâmites arturianos - ainda que eu não lembrasse de muita coisa -, mas depois tudo fica mais fluido, principalmente depois da metade do livro. Os personagens são muitos e como um bom calhamaço de fantasia dá pra se confundir um pouco - talvez muito - com os detalhes, por isso é preciso atenção redobrada nessa leitura.
  É uma boa pedida para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo pois tem uma localização temporal e uma temática parecida se ignorarmos a diferença de universos. E o bom é que embora tenha continuação, o Rei do Inverno por si só é uma obra apreciável, não te tornando necessariamente refém de uma série de livros.
  Algo que considerei muito interessante foram as Notas do Autor, nas quais ele explica a troca de alguns nomes e contextualiza alguns acontecimentos de acordo com os mais antigos registros. Inclusive, penso até que esta parte deveria estar no início e não no final.
  O fato é que comecei a ler sem expectativas, e embora no início achasse que fosse me decepcionar, acabei por gostar bastante e me tornar ainda mais fiel às histórias arturianas.
  E vocês? Tem algum livro do gênero pra me indicar?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Um Dia Comum em 10 Fotos

  Não precisamos encher nossas contas do Instagram de dias únicos e fotos de viagens para termos uma vida boa. Por esse motivo, a proposta desse post é mostrar como as pequenas coisas do dia a dia também podem ser bonitas e cheias de significado.

  Sabe, aquele mural na sua faculdade que você passa sem olhar sempre com pressa mesmo que sem necessidade? Às vezes ele tem algo a te dizer.

Nada como tentar fazer aquela receita que sempre se gostou mas não se fazia ideia de como fazia. Fácil não foi - a gente sempre se enrola -, mas é tão bom ver que deu "certo" no final.

Sempre bom tentar um novo hobbie fazendo algo bem bonitinho, ele mesmo, Yarn.

E quando eu disse tentar um novo hobbie, é de tudo mesmo.

A melhor parte do jardim, além de colocar a mão na terra, é ver ele florescer. E ver sob novos ângulos torna tudo ainda mais bonito.

Até no engarrafamento dá pra capturar algo curioso, meio irônico, até.

Nossos dias também deveriam ter espaço para nos apreciarmos, cada detalhe, sem grandes arrumações, sob novas luzes, novas cores.

Quem diria que até os corredores tem um pouco de graça?
Até as coisas da cozinha podem ter o seu charme se você olhar com os olhos certos.

Também é bom saber apreciar as paisagens que encontramos - ou nos encontram - em nosso caminho pendular diário.

  Bem, é isso. Espero ter conseguido mostrar que com um novo olhar, nossos dias de simples, se tornam extraordinariamente lindos.


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Livros lidos em 2017

 Imagem de book, coffee, and tumblr 
Como de praxe, aqui vai a lista dos lidos do ano passado. Desta vez, não estabeleci metas visto o fracasso do ano anterior. No fim, obtive um resultado muito superior à 2016, quase o dobro! Por esse motivo, pra esse ano já coloquei uma meta de 50 livros, mas é aquilo, se não der, sem problemas contanto que livro não lido signifique dia vivido.



1- Os Miseráveis - Victor Hugo
2- A Mulher que Vive na Terra - Swain Wolfe
3- Geografias Pós-Modernas - Soja
4- A Sociedade do Espetáculo - Debord
5- O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux
6- A Contorcionista Mongol - Muggati
7- O Festim dos Corvos - R.R. Martin
8- Poesia Reunida - Wilson Rocha
9- Atalhos para a Felicidade Espiritual - Rinpoche
10- Porque acredito na Imortalidade da Alma - Sir Oliver Lodge
11- Auto-engano - Ginetti
12- Inteligências Múltiplas: A Teoria na Prática - Gardner
13- Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas - Carnegie
14- Pé de Página para Freud - Darian Leader
15- Pensar é Transgredir - Lya Luft
16- Perdas e Ganhos - Lya Luft
17- O Mágico de Oz - Frank Baum
18- O Quarto Crescente - Rae Beth
19- Laranja Mecânica - Anthony Burgess
20- Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Francisco Xavier por Humberto de Campos
21- Amor Líquido - Bauman
22- Vida Organizada - Thais Godinho
23- A Dança dos Dragões - R.R. Martin
24- A Lista Negra - Jennifer Brown
25- A Descoberta da América pelos Turcos - Jorge Amado
26- O Guia - Narayan
27- O Senhor das Moscas - Golding
28- Bom-Í-Zu - Tiaozito
29- O Sorriso da Hiena - Gustavo Ávilla
30- Clima: Boas Práticas - ADEMADAN
31- Há 2000 Anos - Francisco Xavier
32- Pedologia - Fundamentos - Sociedade Brasileira de Ciência do Solo
33- A Imagem - Aumont
34- 10 Steps Earning Awesome Grades -Thomas Frank
35- Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal - Allan e Barbara Pease
36- Anjos da Morte - Spohr
37- Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária - Marilena Chauí
38- Amor de Perdição - Camilo Catelo Branco
39- O Desenvolvimento da Personalidade - Jung
40- O Ócio Criativo - Domenico de Masi

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jornada MLV: Maratona Literária de Verão





  Desta vez, a maratona promovida pelo maravilhoso Geek Freak vai estar mais emocionante que nunca, com um ar bem de RPG. O objetivo não é competir, mas sobreviver e passar pelas cidades dependendo do seu reino. Os reinos são Arcania, caracterizada pelos feiticeiros, e Galtero, reino dos guerreiros. Você escolherá o seu reino a partir das afinidades ou desafios literários. Tudo está muito explicadinho no link que deixei ali em cima pra vocês. Além do clima de aventura, uma coisa que adorei foi o fato do nome ser Jornada, que se refere a uma aventura que se pauta no caminho e não no final.
  Vale falar é claro, que a maratona vai do dia 13 a 27 de janeiro.Não esqueçam de acompanhar no Twitter os sprints e interações que são a melhor parte da aventura. Agora vamos à TBR, que é claramente pautada nos desafios de Arcania, reino que a bruxa aqui escolheu logo de cara.

Imagem de excalibur and king arthurElben: Alto Clero. - "Um livro que era pra ser lido em 2017".
O Mito da Desterritorialização - Haesbart
Nada como agradar o clero acadêmico pra terminar de ler essa obra geográfica que é incrível, embora densa.

Celestine: torres. - "Um livro com hype antigo".
O Rei do Inverno - Cornwell
Eu me encanto muito pelas histórias do Rei Arthur e desde que encontrei esse livro na livraria e vi todo mundo falando sobre fiquei doida por ele. Apesar disso, comecei a ler um pouco e achei um pouco duvidoso, por isso espero que as coisas mudem e, embora eu esteja com expectativas baixas, espero que no final esteja tudo tão alto como as torres de Celestine.

Néfato: academia das bruxas. - "Um livro nacional da atualidade".
O Sorriso da Hiena - Gustavo Ávilla.
Ué, mas eu já não tinha lido? Mas não no meu exemplar autografado, e não com a profundidade que eu gostaria. Esse livro merece uma boa releitura, senhores.
Imagem de book, book love, and bookworm
El Buiré: porto. - "Um livro de um autor que nunca li".
Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur
Vou dizer aqui que já faz tempo que estou louca pra ler as poesias dessa moça e fiquei muito contente quando consegui comprar o livro. Vamos desembocar nessa arte toda.

Extra: Agradando o Rei e a Rainha. - "Livro com Protagonista Feminina" e "Ler um Conto".
Todos os Contos - Clarice Lispector
Eu que não sou boba vou juntar o útil ao agradável. Obviamente, não estou certa de conseguir ler todos, mas espero dar andamento nesta obra.

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