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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Resenha de A Lista Negra de Jennifer Brown



  Provavelmente não é a primeira vez que você ouviu falar desse livro, e dificilmente vai ser a última. A Lista Negra fala sobre a vida de Valerie após seu namorado causar um massacre na escola e se suicidar. Além de ter de lidar com isso, ainda tinha se sentia culpada pela tragédia: criara uma lista com o nome de pessoas que detestava que serviu de base para a ação de Nick.
  A temática é pesada, é verdade, mas a leitura em si não é densa. A fluidez foi tanta que a imersão foi inevitável. Jennifer soube lidar bem com o tamanho dos capítulos  e isso foi essencial para a dinâmica da leitura. Estando eu afastada dos Young Adults, fiquei impressionada por ter gostado tanto do livro de Brown. E quando digo que gostei muito, é porque eu já estava no meio da história querendo fazer resenha. Os personagens são muito fáceis de se imaginar e não seria uma grande surpresa se quisessem fazer algum tipo de adaptação.
  São abordados uma série de assuntos além do bullying. A condição psicológica dos envolvidos, a fragilidade familiar, as expectativas que criamos em relação às pessoas, a dificuldade de se expressar, os julgamentos que fazemos das pessoas quando achamos que as conhecemos, a falta de pertencimento e muitos outros assuntos também são colocados em pauta, mostrando que o que faz um personagem verossímil à realidade é justamente a apresentação coerente de todas as áreas da vida de uma pessoa.
  O que mais me chamou atenção em relação à Valerie, no caso, foi como ela diferenciava o "Nick Assassino" do Nick que ela namorava. Essa ruptura mostra a nossa tentativa de repartir as pessoas e a nós mesmos na esperança de achar que conhecemos algo minimamente. Além disso, ver tudo ruir ao redor da personagem de formas diferentes e sua força arduamente conquistada para se reerguer é algo que além de gerar uma certa identificação, faz com que eu não detestasse a personagem principal - o que costumava ser algo comum no que se referia as minhas leituras de YA. A autora não tem dó da personagem, ela faz com a história o que tem que ser feito.
  No entanto, é claro que o livro não é só um mar de rosas, temos também uma quantidade considerável de clichês. O garoto que surpreendentemente gosta de Shakespeare e um encerramento com formatura não é algo novo, não é mesmo? Além disso, achei a personagem da Bea um tanto avulsa. Não temos grandes aprofundamentos, ela é comparada com a fada madrinha da Cinderela e, de fato, ela está ali meio pra isso. Aparece do nada, se torna especial do nada, e pronto. Para mim, ela foi só um jeito de inserir uma personagem carismática que vai estimular o veio artístico da Val, mas mesmo assim, me pareceu algo meio jogado.
  Mas no geral, concluo dizendo que o livro cumpriu bem sua proposta e que foi uma leitura que me trouxe nova esperança para os YA mais recentes.


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